
O resultado divulgado pela IMC, controladora de marcas como Frango Assado, reforça uma discussão cada vez mais relevante no ambiente corporativo brasileiro: a crise empresarial raramente começa no jurídico.
Ela começa antes.
Dentro da operação.
Segundo informações publicadas pela CNN Money, Reuters e InfoMoney, a companhia registrou prejuízo líquido de R$ 74,1 milhões no primeiro trimestre de 2026, além de retração de receita e forte queda operacional.
O caso demonstra que marcas consolidadas e empresas com relevância nacional também estão sujeitas à deterioração silenciosa de eficiência, margem e geração de caixa.
Em muitos casos, o mercado continua olhando apenas para faturamento, enquanto os principais sinais de alerta já estão presentes na operação:
• perda de margem;
• aumento do custo fixo;
• baixa produtividade;
• expansão desalinhada;
• dificuldade de conversão de receita em caixa;
• ausência de indicadores consistentes.
Governança corporativa, controle financeiro e gestão operacional passaram a ser elementos centrais para a sustentabilidade das empresas — especialmente em setores de alta pressão operacional e margens comprimidas.
Mais do que crescer, as empresas precisam sustentar resultado, eficiência e capacidade de reação.
Na Avante Assessoria, acompanhamos diariamente empresas que continuam operando, vendendo e mantendo relevância de mercado, mas que já apresentam sinais claros de deterioração operacional e financeira.
A crise raramente acontece de forma repentina.
Ela normalmente avisa antes.
Benito Pedro Vieira Santos
CEO da Avante Assessoria Empresarial
Atuação em reestruturação, governança e gestão de crises empresariais.
